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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Atividades econômicas sustentáveis podem ser saída para seca no Nordeste

Audiência conjunta da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Desenvolvimento do Semiárido Nordestino e da Comissão Externa Seca no Semiárido Nordestino para discutir as causas climáticas e impactos socioeconômicos do fenômeno da seca. Membro do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do MCTI, Paulo Nobre
Foto: Divulgação
Comissão externa que trata da estiagem na região ouviu ontem quinta-feira dois pesquisadores do governo. Uma das soluções apontadas para lidar com o problema é a geração de energia solar a fim de criar emprego e renda.

Parlamentares e especialistas ouvidos nesta quinta-feira pela comissão externa que trata da seca no semiárido nordestino foram unânimes ao afirmar que o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis na região pode amenizar o sofrimento da população com a estiagem. Todos concordam que a seca não se combate – uma vez que é efeito da falta de chuvas e já é parte do clima regional. Ao contrário, se convive com ela, especialmente em um local onde vivem 22 milhões de pessoas – ou 12% da população nacional.

Uma das possibilidades para a criação de emprego e renda nos municípios do semiárido seria o aproveitamento do potencial solar da região para geração de energia. A sugestão é do pesquisador Paulo Nobre, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
“Eu vejo o Nordeste, no futuro, como um enorme produtor e exportador de energia. É uma energia eterna, que é a energia do sol. Ela pode ser aplicada tanto em grandes centrais como em cada telhado”, afirmou Nobre. “De forma que o recurso possa ser usado para trazer água em tubo, não água evaporando em canais abertos, e escolas para as novas gerações”.