quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Inteligência Artificial na educação exige propósito pedagógico

Créditos: Freepik

Especialista do Sinepe/PR defende que o uso de ferramentas tecnológicas deve priorizar o protagonismo estudantil e a mediação humana nas escolas. A integração da tecnologia no ensino em Ponta Grossa e nos Campos Gerais demanda intencionalidade para superar o simples treinamento técnico. Segundo Paulo Tomazinho, doutor em Educação e membro do Sinepe/PR, a escola precisa sustentar perguntas profundas em vez de apenas buscar respostas rápidas em sistemas automatizados. O foco central recai sobre a capacidade do estudante de se posicionar com discernimento em um cenário de hiperconectividade.

  • Foco no Protagonismo: A adoção de robótica e espaços maker deve visar a autoria e a conexão direta do aluno com a realidade.

  • Eficiência na Aprendizagem: Modelos internacionais, como a Alpha School, demonstram que o uso de IA como tutor pode dobrar a velocidade do aprendizado.

  • Suporte Docente: O Sinepe/PR promove capacitação continuada em suas regionais para que professores dominem a mediação pedagógica frente às máquinas.

Como aplicar a Inteligência Artificial de forma ética nas escolas?

A aplicação ética da Inteligência Artificial na educação ocorre quando a tecnologia automatiza tarefas repetitivas, permitindo que o professor foque na mediação humana. A prioridade deve ser a mobilização cognitiva do aluno, garantindo que o julgamento pedagógico e a responsabilidade formativa permaneçam sob controle exclusivo dos educadores e instituições.

Dados globais do Google e da Ipsos revelam que 85% dos estudantes adultos já utilizam ferramentas digitais para compreender conteúdos complexos. No Brasil, o uso de tecnologias assistivas apresenta resultados promissores para alunos de inclusão e aqueles em afastamento médico prolongado. Entretanto, a expansão massiva dessas soluções depende da formação sólida dos profissionais que atuam na ponta do sistema educacional.

A IA amplia a leitura do processo de ensino, mas é incapaz de substituir o exemplo humano e a presença física no ambiente escolar. Para as instituições vinculadas ao Sinepe/PR, o risco reside na terceirização do julgamento pedagógico para algoritmos, o que comprometeria a identidade institucional. A tecnologia deve atuar como um braço direito, otimizando o tempo docente para atividades que exigem empatia, ética e convivência social.

O cenário educacional de Ponta Grossa se transforma à medida que colégios particulares adotam metodologias ativas com rigor técnico e suporte sindical. Ao integrar inovação e ética, as escolas da região fortalecem sua relevância social e preparam os jovens para os dilemas de um mercado de trabalho mutável. A evolução local depende, portanto, de manter a tecnologia como meio para elevar a qualidade da experiência humana em sala de aula.

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